Contos da Meia Noite: Casa Mal Assombrada - História de Terror (parte 1)

Casa Mal Assombrada - História de Terror (parte 1)


Era uma noite de sexta-feira de inverno, era um frio agradável. Carol sentia o ar gostoso no rosto pela janela do carro, apesar de gostar mais do calor das noites de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Ela, seu marido Gabriel e a filha adolescente Giovanna.

Estavam viajando para uma casa de campo na região do Seridó, que tinham alugado para passar o fim de semana.

Ao chegar ao Seridó tomaram uma estrada de barro para chegar a casa de campo.

“O que é aquilo?” – perguntou Gabriel, apontando para o horizonte.

“Não estou vendo nada.” – respondeu Carol.

“Acho que é uma pessoa andando na estrada, que coisa louca. Vou passar devagar para evitar que...”

Ele foi interrompido por um estrondo de algo se chocando contra o para brisa. Gabriel agiu rápido e freou com força, por alguns instantes perdeu o controle do carro que girou algumas vezes na lama da velha estrada até parar.

Desceu do carro e correu em direção ao objeto com que ele havia chocado. Olhou para chão e se deparou com um Urubu grande e nojento que já estava morto. Ele sentiu um calafrio estranho olhando o animal. Voltou para o carro, a mulher e a filha passavam bem e ninguém se machucou. O para brisa do carro estava todo trincado, mas era somente isso. Olhou novamente para onde havia visto a vulto de uma pessoa andando, mas não viu nada.

Seguiram a viagem por mais uma hora até que chegaram ao lugar. A primeira coisa que os três notaram foram às árvores do lugar, elas não tinham folhas, as árvores estavam completamente secas. Acharam estranho, pois é normal que as árvores no sertão percam suas folhagens na época da estiagem, mas estava em pleno inverno, e estava chovendo bem no sertão do Seridó aquele ano.

“Lugarzinho tenebroso, nas fotos do site parecia muito melhor” – disse Gabriel olhando ao redor.

“Nossa, vamos embora está me dando calafrio só de olhar pra esse lugar, dois dias aqui vão ser longos!” – exclamou Giovanna.

“Já pagamos pelo lugar agora vamos ficar, deixem de ser medrosos.” – Disse Carol já destrancando a porta da casa. “Ah, se vocês não gostaram do lado de fora esperem até ver esse lixo, até eu quero ir embora.” – reclamou ela.

Gabriel entrou e entendeu a indignação da mulher, a casa por dentro fedia, a mobília velha e podre e as paredes estavam todas manchadas de tons avermelhados, parecia sangue. O piso era de cimento vermelho e todo rachado. Os três decidiram ir embora e entraram no carro, no momento da partida estourou alguma coisa no motor e saiu fumaça na frente do carro. O medo tomou conta dos três, de noite, no meio do nada e sem carro para sair dali era tudo que eles não queriam.

“Vamos descer, estamos presos aqui pela noite, amanhã eu pego uma carona ou vou a pé até a cidade mais próxima e procuro um mecânico.” – disse Gabriel já abrindo a porta do carro.

Depois de algumas horas de tédio todos foram dormir. No meio da noite Giovanna acorda e sente que alguém estava se deitando em sua cama, o escuro era total e não podia enxergar nada. Ela perguntou quem era, mas a pessoa ficou calada. Sentiu uma mão tocar seu rosto e ela se apavorou, o medo era tanto que ela não podia respirar, sabia que aquela mão não era de seus pais, mas estava com muito medo para reagir.

“Tão macia e limpa sua pele, isso vai acabar.” – disse a pessoa que estava deitada com ela.

Pela voz Giovanna percebeu que era uma mulher e muito velha. Ela sentiu a adrenalina subir e então acendeu vela do lado da sua cama. Quando se voltou para ver quem era que falou com ela a imagem a aterrorizou, a mulher era realmente muito velha, e no lugar dos olhos estavam somente os buracos. Giovanna gritou muito alto e segundos depois seus pais entraram no quarto. Eles viram a mulher na cama, Carol quase desmaiou e Gabriel gritava e tremia.

Continua...

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Fonte: Gabriel G. Monteiro de Almeida, para OpenBrasil.org
Foto: OpenBrasil.org

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